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Briga entre facção de traficantes chega às escolas de Salvador

Por Notícia na Tela
22 de novembro de 2016 08:55 Comentários
A briga entre facções de traficantes que se espalhou por presídios baianos e bairros cobiçados no mercado de drogas da capital chegou com força também às escolas da rede estadual de ensino em Salvador.  Relatos de profissionais que atuam em estabelecimentos situados na periferia da cidade apontam para o crescimento da tensão entre estudantes que pertencem a grupos rivais e dividem a mesma sala de aula. Em um deles, o Colégio Estadual Helena Matheus, situado em São Cristóvão, os professores são obrigados a separar os alunos em alas, de acordo com a quadrilha a que dizem pertencer. A medida foi a saída encontrada para evitar que a unidade se transforme em palco de confrontos armados. Risco que se torna maior diante das deficiências na segurança das escolas públicas.
Na tentativa de estimular a paz através da arte, os educadores estimularam este ano o grafite em parte das paredes do Helena Matheus. Resultado: em vez de expressarem talento, preferiram pichar lemas e siglas de gangues.


Gandhy explica
Em comunicado de esclarecimento à nota “Aperto nas cordas”, publicada pela Satélite do último sábado, a diretoria do Filhos de Gandhy afirma que a ordem para devolução aos cofres públicos de R$ 517 mil captados via Lei Rouanet e as penas impostas pelo Ministério da Cultura (Minc) não são de responsabilidade do bloco, e sim da “empresa Simples Produções Artísticas LTDA”. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do Gandhy, a produtora é a proponente e responsável legal “pela capacitação, gerenciamento e prestação de contas” da proposta apresentada para viabilizar o desfile do afoxé no Carnaval de Salvador em 2013. Em portaria divulgada pelo Minc na sexta-feira,  as contas do projeto foram julgadas irregulares, numa leva que incluiu espetáculos do ator José de Abreu e da Orquestra Sinfônica Brasileira  financiados por meio de incentivos fiscais destinados ao setor cultural.

Quarteto afinado
A bancada do PDT na Assembleia Legislativa definiu que votará em peso contra o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PSL), ou outro nome apoiado por ele. De acordo com líderes da legenda na Bahia, os pedetistas se aliarão a qualquer rival de Nilo, tanto no primeiro quanto no segundo turno. No momento, o PDT tem três deputados estaduais, mas está prestes a receber o quarto. Além de Roberto Carlos, Pastor Sargento Isidório e Vítor Bonfim, que vai se licenciar temporariamente da Secretaria da Agricultura para votar na eleição, Alex Lima já negociou o ingresso na sigla, a reboque de desgastes entre o parlamentar e os dirigentes do PTN no estado.

Aspa
"Não vai ser nota baixa, mas não vai ser alta como o esperado. Ele já está se conscientizando da importância de dar prioridade à política", Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Legislativa e deputado estadual pelo PSL, sobre a atuação do governador Rui Costa (PT) na área, durante cerimônia de posse do ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner no ‘Conselhão’ do Palácio de Ondina.

Fila que anda
Após o vereador Geraldo Júnior (SD) retirar ontem a candidatura e aderir à candidatura de Léo Prates, o democrata amarrou  o apoio de mais um parlamentar com status de liderança na corrida pela presidência da Câmara Municipal. Articuladores da campanha de Prates fazem mistério sobre o novo parceiro, mas garantem que a identidade será revelada, em breve, e causará surpresa na tropa de choque de Paulo Câmara (PSDB), que tentará a segunda reeleição.

Estica e puxa
A Justiça Eleitoral abriu prazo para que o PEN cite todos aqueles possivelmente afetados pelo resultado da ação na qual cobra uma vaga na Câmara de Salvador. Caso da vereadora reeleita Ana Rita Tavares (PMB), cujo mandato é o alvo final da batalha jurídica do PEN. O objetivo é validar a votação do partido em outubro e garantir a cadeira para Márcio Ribeiro, primeiro do PEN, com 2.695 votos. Número, no entanto, abaixo do mínimo exigido por lei - 3.500 na capital. (Correio)