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TJ-BA decide desativar 33 comarcas de cidades do interior do estado

Por Notícia na Tela
6 de julho de 2017 07:52 Comentários
As cidades que perderam de vez as comarcas judiciais foram Abaré, Acajutiba, Alcobaça, Angical, Aurelino Leal, Baixa Grande, Boa Nova, Boquira, Brejões, Brotas de Macaúbas, Conceição da Feira, Ibicuí, Ibirapitanga, Itagimirim, Itapebi, Itapitanga, Itiruçu, Jaguaripe, Jiquiriçá, Maraú, Milagres, Mucugê, Nova Canaã, Nova Fátima, Palmeiras, Paratinga, Pau Brasil, Presidente Dultra, Rio de Contas, Santa Luzia, São Gabriel, Serra Preta, Wanderley. Confira na tabela abaixo as comarcas que irão receber os processos de cada município a partir de agora.
Algumas comarcas das cidades acimas já tinham sido agregadas à outras maiores, mas vinham mantendo suas estruturas. No entanto, o órgão explica que as comarcas desativadas poderão voltar a funcionar a qualquer tempo também por resolução do Tribunal Pleno. Além dessa medida, também foi decidido que as comarcas de Camamu, Castro Alves, Inhambupe, Itajuípe, Olindina, Pojuca e Uruçuca, que possuíam vara crime e cível, passam a ter uma vara única, sendo jurisdição plena.


OAB critica a decisão
Em junho deste ano, a Organização dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação no Tribunal Regional Federal (TRF/1ª Região) contra o Estado e o TJ-BA para impedir o fechamento das comarcas. Segundo a OAB, em 2011 o TJ-BA fechou 50 comarcas, o que teria deixado cerca de 655 mil pessoas sem acesso ao Poder Judiciário. Agora, o número sobe para 83 desativações.
A vice-presidente da organização na Bahia, Ana Patrícia Dantas Leão, disse que a decisão tomada hoje pelo órgão é de caráter administrativo e que não cabe solicitação de recurso contra a medida. A OAB aguarda a decisão de uma ação na Justiça Federal e espera que as desativações não ocorram pelo menos enquanto o resultado não sai.
“Socialmente há muitas consequências nisso e para a OAB quase todas são negativas. A retirada das comarcas faz com que a população precise se deslocar para as cidades das comarcas agregadoras e isso cria uma dificuldade no acesso à justiça. A solução de fechar é imediatista e os problemas vão continuar. É importante que o Estado veja que o poder judiciário é indispensável à população e que é necessário um plano maior”, argumentou.
Em março de 2015, o CNJ publicou uma nota em que dizia que a Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB) contestou o ato do TJ-BA que determinava a agregação de varas e comarcas de entrância inicial porque a medida acarretaria ainda no aumento da competência dos magistrados, no aumento da carga de trabalho e na necessidade de deslocamentos rodoviários de até 60 km para realização de audiências.

Comarca Desativada

Comarca que receberá os processos



Abaré

Chorrochó

Acajutiba

Esplanada

Alcobaça

Prado

Angical

Barreiras

Aurelino Leal

Ubaitaba

Baixa Grande

Ipirá

Boa Nova

Poções

Boquira

Macaúbas

Brejões

Amargosa

Brotas de Macaúbas

Oliveira dos Brejinhos

Conceição da Feira

São Gonçalo dos Campos

Ibicuí

Iguaí

Ibirapitanga

Ubatã

Itagimirim

Eunápolis

Itapebi

Itagimirim

Itapitanga

Coaraci

Itiruçu

Jaguaquara

Jaguaripe

Nazaré

Jiquiriçá

Mutuípe

Maraú

Itacaré

Milagres

Amargosa

Mucugê

Andaraí

Nova Canaã

Iguaí

Nova Fátima

Capela do Alto Alegre

Palmeiras

Iraquara

Paratinga

Bom Jesus da Lapa

Pau Brasil

Camacã

Presidente Dultra

Irecê

Rio de Contas

Livramento de Nossa Senhora

Santa Luzia

Camacã

São Gabriel

Central

Serra Preta

Ipirá

Wanderley

Cotegipe