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Revisando tudo para 1º dia do Enem, 2017

Por Notícia na Tela
3 de novembro de 2017 07:21 Comentários
Professores de Humanas, Linguagens e Redação indicam o que estudar na reta final
O que fazer a dois dias da prova do Enem? Continuar estudando e correndo atrás do tempo perdido? Relaxar e tentar não pensar na prova? O CORREIO conversou com professores para pedir dicas sobre isso, e a recomendação é a mesma: fazer o que te faz se sentir bem.
E se você é da turma que curte manter a cara nos livros, a dica é refazer questões das edições anteriores do exame e se manter bem informado sobre atualidades. E para ajudar os candidatos nesta reta final, o CORREIO fez uma lista com os assuntos mais recorrentes do exame e que podem ser cobrados.
Para cada disciplina, consultamos um professor, que indica os respectivos temas que devem ter preferência na fila dos estudos. Confira!

Geografia – Professor Orlando Pereira Neto
Antes de comentar os assuntos mais recomendados, professor Orlando recomenda relamento e concentração para encarar o exame. “A prova de Enem é teste de resistência. Se dão bem as pessoas que estão mais adaptadas a ficar concentradas por três, quatro horas de provas. Se ele se sente bem estudando nos últimos dias, recomendo que assista jornal e se mantenha informado”, afirma.

Os temas indicados para a turma que ainda estuda nas últimas horas são:
* Demografia: é um dos assuntos mais frequentes do exame, com abordagem para os indicadores sociais, como expectativa de vida, índice de analfabetismo, movimentos migratórios.
* Espaço urbano: ele afirma que é importante estar por dentro do processo de urbanização do país, a causa dessa mudança, como o próprio êxodo rural e as consequências dessa urbanização. “São abordadas as consequências como o inchaço urbano, problemas na cidade; vem aparecendo também conurbação, rede polarizada, rede urbana. São assuntos que têm aparecido muito no exame”, avisa.
* Industrialização: as contribuições da Era Vargas e Juscelino Kubitschek, na perspectiva de industrialização mundial, e abordagem das divisões internacionais do trabalho são assuntos muito recorrentes, diz ele.
* Clima e biomas: problemas ambientais, impactos nos biomas brasileiros, como caatinga, cerrado, amazônia, também são sempre bem cotados. “Na Floresta Amazônica, temos a questão da agricultura que está destruindo a vegetação. Na caatinga, tem a desertificação e no cerrado tem as queimadas, que são assuntos muito abordados na mídia”, detalha.


História – Professor Carlos Nazaré 
Ele recomenda que os estudantes façam as questões do Enem, mas com tranquilidade. “Eu acho válido principalmente treinar as questões, e observar realmente as últimas provas, de uma forma muito mais leve e mais suave. Também deve se concentrar em Humanas e Linguagens e esquecer Matemática e Ciências da Natureza, que acontecem na próxima semana”, observa.

Os temas indicados pelo professor Nazaré para a reta final são:
* Brasil República: 21% das questões do Enem dos últimos cinco anos abordaram o assunto, segundo o professor. “O aluno não pode esquecer da Era Vargas, da república (durante a ditadura) militar e, nesse aspecto, principalmente, o AI-5. Além da Passeata dos Cem Mil, são assuntos muito cobrados”, destaca.
* Idade Moderna: Ele destaca o Absolutismo e o Iluminismo, enfatizando os teóricos, como Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes.
* Revolução Francesa: é um dos movimentos marcantes da Idade Contemporânea, que sempre é cobrado nas provas.
* Brasil Colônia: É importante entender o contexto geral da Economia nos diferentes períodos, como a era da cana-de-açúcar, da cafeicultura, a questão da mão-de-obra, e os desdobramentos desse processo.

Português
Gramática – Professor Luís Alberto
O educador sustenta que o Enem traz uma perspectiva mais moderna da linguagem. “Tem uma visão moderna da Gramática, com respeito às diversas formas de linguagem. Além de resgatar os valores da identidade nacional, da memória nacional, sempre retomando a História do Brasil”, diz.

Os temas recorrentes e indicados nesses últimos dias de preparação são:
* Sociolinguística: “O Enem trabalha a gramática do ponto de vista da Sociolinguística, que procura respeitar as linguagens, e combater o preconceito linguístico”, explica o professor.
* Figuras de linguagem
* Coesão
* Funções de linguagem
* Gêneros textuais

Literatura – Professor Lago
O educador prega atenção nos movimentos literários, já que cada um traz características e estilos bem definidos. É recomendável saber como eles surgiram, além das principais obras e autores. “É importante ressaltar a percepção dos movimentos literários do texto. O Enem cobra em relação ao texto literário, a análise do ambiente, do espaço e dos personagens, e as reflexões e interação com os mesmos, além de cobrar as expressões acerca das reflexões do eu lírico e possíveis atitudes que ele possa ter”, afirma Lago.

Os temas ou assuntos mais cobrados costumam ser:
* Modernismo: De 1930 até 1945. O professor recomenda atenção ao Tropicalismo, visto que o movimento completa 50 anos neste ano.
* Análise dos movimentos literários
* Observar os comandos verbais
* Interpretação de texto

Inglês – Professor Edson McWay
Ele relembra o caráter interdisciplinar da prova, o que exige do candidato uma visão mais abrangente sobre os temas propostos. “Nesses últimos anos, tem tido uma visão de muita interdisciplinaridade, junto com História e Geografia, letras de músicas, poemas”, analisa McWay. A dica dele é que os estudantes aproveitem os últimos dias para ler revistas e jornais estrangeiros, a fim de ter familiaridade com o tipo de texto.

A atenção do aluno deverá estar voltada, principalmente, para:
* Gramática
* Expressões idiomáticas
* Leitura de cognatos
* Tempos verbais

Espanhol – Professor Danilo Santiago
“Esse exame costuma trazer com muita frequência temas ligados à situação linguística ou situação da língua espanhola, no século XXI, bem como elementos culturais dos países falantes do espanhol”, comenta Santiago.

Os candidatos devem se ligar, preferencialmente:
* Leitura e interpretação de texto
* Gêneros textuais: notícia, artigos de opinião, propagandas, poemas e quadrinhos
* Situação da língua: discussões sobre linguística e situação da língua espanhola no século XXI

Redação – Professora Rozana Pires
Antes de se preocupar com o tema, a professora lembra que é importante saber construir bem o texto. “Muito mais do que se preocupar com o tema, o estudante tem que se preocupar com a construção do tema ao longo do tempo. Primeiro, ele tem que ser consciente e ser um cidadão leitor. Não adianta ter um tema à mão e não saber organizar as ideias”, alerta. 

Os assuntos indicados pela pró Rozana são:
* Relações sociais: o comportamento das pessoas diante das redes sociais e seu comportamento na sociedade é uma das possibilidades de assunto a ser abordado. “Hoje, existem as bolhas sociais e essa perspectiva pode ser abordada a partir das redes, e da intolerância em relação às ideias dos outros. Existe um patrulhamento ideológico nas redes sociais”, analisa.
* Conscientização popular sobre o momento político: a professora recomenda se debruçar sobre temas como direitos trabalhistas, importância do voto e outros desdobramentos nesse campo. “Pode ser abordado o comportamento do povo brasileiro e momento da política, o momento de honestidade e desonestidade dos políticos”, aposta.
* Bullying: a professora lembra que os episódios de bullying que ganharam repercussão nos últimos meses, como o caso do estudante que atirou contra colegas dentro da escola em Goiânia (GO), podem virar pauta na Redação, sob perspectiva das relações das famílias. “Não pode focar o bullying como grande responsável por tudo que acontece, como o menino que assassinou os colegas. Ele sofreu bullying, mas qual educação familiar ele está recebendo? Ele é alguém que não sabe lidar com o 'não' e precisa de ajuda”, problematiza.
* Homofobia: a outra aposta é o respeito aos direitos das pessoas. “Trabalhei muito mais em relação ao respeito ao outro, como os casos de homofobia e racismo”.
* Novas formações familiares: “Uma possibilidade também é a nova formação da família brasileira. Entender que temos várias formações familiares, diferente da família tradicional brasileira”, conclui a pró Rozana.