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Nota de Esclarecimento da Secretaria Municipal da Saúde

Por Notícia na Tela
9 de março de 2018 00:37 Comentários
Nos últimos dias, circulou por rede social (WhatsApp) um áudio envolvendo o médico responsável pela Equipe de Saúde da Família da Unidade Básica de Saúde Martins José dos Santos, localizada no bairro do Japão. No áudio em questão, havia a declaração de que o médico prescreveu uma medicação (FOSFOMICINA) que provocaria aborto a uma paciente grávida, solicitado alguns exames desnecessariamente e que durante a consulta, tal médico fez uso de aparelho celular em algumas ocasiões.
De acordo com a equipe, no dia 28/02 do ano corrente, a paciente W.T.C.J, gestante de 14 semanas e 03 dias, apresentou durante a consulta de Pré Natal exame de urina comprovando Infecção do Trato Urinário (ITU). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o índice de tratamento de Infecção Urinária em gestante tem crescido consideravelmente, visto que, esta sim, sem tratamento adequado torna-se fator de risco para aborto e até mesmo parto prematuro, dependendo da idade gestacional.
Diante desta situação o Dr. Maurício, médico formado pela Faculdade Bahiana de Medicina e Saúde Pública de Salvador, uma das mais respeitadas da Bahia, proporcionou que a paciente pudesse escolher (pratica adotada por todos os profissionais de saúde com a intenção de que o paciente possa realizar adesão ao tratamento,sem interrompê-lo e tornando-o eficaz) qual a melhor medicação a qual ela se adaptaria, apresentando duas opções de medicação, uma a qual ela deveria fazer uso de 6 em 6 horas, por 07 dias mas com menor custo. A outra (fosfomicina) seria usada em dose única, portanto mais cômodo do ponto de vista de dose, porém com maior custo, sendo ambas formalmente indicadas para tratamento de infecção urinária na gestante, portanto, sem risco para o feto. A paciente em questão optou pelo uso da última (fosfomicina) devido à comodidade posológica, a despeito do custo. Cabe frisar, novamente, que a medicação escolhida e prescrita não leva ao aborto.
O profissional informa que usou sim seu aparelho celular, para cálculo da idade gestacional com maior precisão (utilizando calculadoras obstétricas), ferramenta extremamente útil e utilizada na prática médica para tal, além de referir também ter pesquisado neste mesmo aparelho a média de preço das duas medicações acreditando que tal informação, pudesse ajudar na decisão da paciente quanto à escolha da medicação.
Em relação aos exames solicitados no referido áudio, as requisições foram entregues a paciente no mesmo dia da consulta e a gestante foi devidamente orientada que só deveria realizá-los após 14 dias do tratamento afim de confirmar a cura da infecção. Esta pratica é adotada a fim de evitar “idas e vindas” dos pacientes a unidade de saúde apenas para “pegar” uma requisição, oportunizando e agilizando o acompanhamento.
Vale ressaltar que durante a gravidez, alguns exames são realizados no 1º, 2º e 3º trimestre da gestação e um deles é o sumário de urina e urocultura, para garantir diagnóstico, e se for o caso, tratamento em tempo oportuno.
A Secretaria informa ainda que desde o início de fevereiro, cada Unidade de Saúde tem uma cota de exames laboratoriais para garantir que suas gestantes realizem seus exames sem custo para as mesmas.
A Secretaria de Saúde reafirma o seu compromisso com a comunidade Tancredense e informa que avalia criteriosamente todos os profissionais que são contratados e que o médico em questão, mesmo sendo um médico formado há poucos meses, tem total competência e conhecimento científico para atender nossos munícipes e que, além disso, nossos profissionais seguem todos os protocolos de atendimento fornecidos pelo Ministério da Saúde.
O secretário afirma que vem trabalhando com lisura e transparência e que falsas acusações não impedirão a continuidade de uma atuação séria e responsável e que todas as medidas legais já estão sendo tomadas para esclarecimento para a  população através da acessória jurídica do município. 
ASCOM-PMPTN