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Vídeo mostra helicóptero da PF cercando lancha com explosivos na Ribeira

Por Notícia na Tela
30 de abril de 2018 21:08 Comentários
A madrugada dos moradores da praia da Ribeira, em Salvador, onde uma lancha que transportava explosivos foi localizada por policiais federais, foi de susto. De acordo com testemunhas, depois da perseguição no mar, os policiais continuaram trocando tiros com os suspeitos na areia da praia.
Segundo uma moradora da região, a  dona de casa Rosa Almeida, os disparos começaram por volta das 2h30, quando um helicóptero usado pela Polícia Federal pousou na praia. "Eu acordei com o barulho dos tiros e com o helicóptero em cima da minha casa. Foram muitos disparos, muitos mesmo. Todo mundo aqui acordou, até meu bebê de 10 meses", contou a dona de casa.
Outro morador da região, que pediu para não ter o nome divulgado, confirma a versão da dona de casa. "Nunca vi tanto tiro aqui, não. Foi bem umas duas horas de pipoco. Todo mundo acordou pra ver", disse. 
Relembre o caso
Uma lancha que transportava explosivos foi localizada por policiais federais na madrugada desta segunda-feira (30). De acordo com a Polícia Federal (PF), o Núcleo de Polícia Marítima foi acionado para abordar uma embarcação suspeita na Baía de Todos os Santos.
"Conforme informações recebidas, vários homens estariam embarcando nessa lancha na praia de Caboto, em Candeias, quando foram abordados por uma guarnição da Polícia Militar. Os policiais militares lograram prender dois indivíduos e os outros teriam fugido, parte por terra e parte por mar [usando a lancha], deixando três veículos abandonados no local", afirmou a PF, em nota.
Segundo a PF, a lancha foi encontrada mais tarde, à deriva, sem nenhum ocupante, e foi rebocada até a praia da Ribeira, quando se constatou a presença de mais de 70 kg de explosivos, além de ferramentas, balaclavas, luvas e colete balístico.
"Peritos do Grupo de Bombas e Explosivos da PF estiveram no local e removeram o material. Acredita-se que o grupo planejava um ataque a caixas eletrônicos. Os dois presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Salvador, para adoção das medidas de polícia judiciária cabíveis, e os demais continuam sendo procurados", destacou a PF. 

Marinheiro sequestrado
Na ação, o marinheiro, que preferiu não se identificar, foi sequestrado e jogado no mar pelos bandidos. A vítima afirma que precisou nadar por mais de quatro horas para sobreviver. 
"Eles me jogaram sem colete, sem nada.  Eu nadei por quase cinco horas. Era muito onda alta. A única que coisa boa é que eu sei nadar, mas graças a Deus estou vivo. Agora, a luta continua", afirmou.
Correio