Notícia na Tela

Por Luzitânia Silva, ELEIÇÕES!

Por Notícia na Tela
18 de setembro de 2018 13:35 Comentários
Em meio a gritos, xingamentos, estresses, acusações, polêmicas, desejos de mudança, atentado, dancinhas, miscelânea de candidatos (treze, no total), incertezas, manifestações, gritos e pontapés, está chegando o dia da eleição de presidenciáveis da República Federativa do Brasil. Não só de presidenciáveis, diga-se de passagem, mas também de deputados nos níveis estaduais e federais, senadores e governadores.
Não sou cientista política, estudiosa da área, mas como cidadã que, obrigatoriamente (e curiosamente), nesta democracia, deve votar, imagino esta eleição como marcante para história do nosso país, e salvo engano, com dois lados antagônicos fortemente evidenciados: o de Luís Inácio Lula da Silva e o de Jair Messias Bolsonaro. Perdoem-me os demais candidatos e seus respectivos fiéis eleitores, mas nesta, por enquanto, os dois têm se sobressaído.
O primeiro, diga-se de passagem, um então presidiário, ex-presidente da República que, após toda a instabilidade da candidatura, foi compelido a ceder o lugar para o então vice, Fernando Haddad. 
O segundo (e polêmico), talvez pelo nome do meio, tem sido visto, por alguns, como um ser miraculoso, capaz de salvar a pátria, apesar do seu estilo, no mínimo, peculiar. Ambos endeusados, amados e igualmente odiados. 
Nesta seara de candidatos, em meio à ideia pífia de mortadelas e coxinhas, esquerdopatas e bolsominions, medo, discursos raivosos e rejeições, tenho observado uma cegueira coletiva e muita gente estupefata. Grandes amizades, como sempre, em virtude da política partidária, vêm sendo destruídas e a propagação de ódio toma conta das redes sociais e do cotidiano das pessoas. Simplesmente parece que perdemos a compostura, a razão, a sensatez, o poder de ver o que está defronte aos nossos olhos. E o pior, por candidatos, no mínimo, controvertíveis. 
Com a ausência de um presidenciável e um vice, a meu ver, bons o suficiente para trazer melhorias a toda população brasileira, especialmente a menos favorecida, fico ansiando para que haja a escolha menos problemática possível e nós, devidamente desarmados de preconceitos, de coadjuvantes, passemos a ser, de fato, os protagonistas desta nossa história que está longe de terminar.

“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)
NOTÍCIA NA TELA www.noticianatela.com.br