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Temer sabia de tensão entre PCC e Comando Vermelho desde as Olimpíadas, diz ministro

Por Notícia na Tela
20 de janeiro de 2017 07:36 Comentários
Nas últimas semanas, o país acompanha quase que, diariamente, cenas de terror em presídios no quatro cantos do país. A barbárie vista no sistema carcerário brasileiro é reflexo direto da disputa de facções entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV).
Curiosamente, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (19/01), o ministro Raul Jungmann (Defesa) revela que o presidente Michel Temer acompanhava, já no meio do ano passado, a ampliação da disputa entre as duas facções no Brasil, e também fora do país.
Segundo ele, no período da Olimpíada, o governo já tinha conhecimento sobre a ampliação da disputa de mercado entre o PCC e o CV. “Ficou evidente que haveria necessidade de uma resposta”, disse.
Diante desse quadro, segundo ele, já havia uma expectativa de que os militares fossem acionados a agir, mas não sabia que seria nos presídios. “Não sabíamos o dia ou exatamente o que viria, mas sabíamos que seríamos convocados a colaborar”, afirmou.
Durante a Olimpíada, segundo o ministro, o governo acompanhou a situação.”Ali nós já sabíamos que você tinha processo de nacionalização do Comando Vermelho e do PCC. Nos chegavam informações de que o PCC estava disputando mercado de produção do Paraguai. O PCC e CV foram aliados e depois romperam na disputa de mercado.”
O ministro afirmou que começou um “processo de retaliação” dentro dos presídios, já que é lá que fica o comando das facções. “Onde o PCC é mais poderoso ele retalia o CV. (…) Onde o CV é mais forte que o PCC, acontece o inverso. Essa disputa acontece nessas duas quadrilhas que se nacionalizaram e que estão se internacionalizando.”
O acompanhamento foi feito durante a Olimpíada principalmente porque o governo temia que grupos terroristas estrangeiros cooptassem as facções. Isso não ocorreu, na avaliação de uma fonte das Forças Armadas, porque o interesse das fações brasileiras é “dinheiro” e não “terror”. (Aratuonline)
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