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Urina e ferrugem põem em risco estruturas de viadutos em Salvador; especialista alerta para falta de manutenção

Por Notícia na Tela
17 de junho de 2019 16:22 Comentários
Fotos: BNews
Ferragens expostas, ferrugem, queda de concreto e até infiltrações causadas por urina estão entre os problemas mais encontrados nos viadutos de Salvador. O dado foi obtido através do estudo 'Prazo de Validade Vencido' realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco). A pesquisa apontou que 80% dessas estruturas estão sem manutenção e necessitam de obras com urgência.

Seja de carro ou a pé, quem passa pelos viadutos da capital baiana diz não se sentir seguro e teme que acidentes aconteçam em decorrência da precariedade das estruturas. O técnico de enfermagem Noelson Barros, por exemplo, passa com frequência no Viaduto, localizado no Vale de Nazaré. Ele afirma que se sente inseguro ao transitar no local. “Os viadutos estão ruins, caindo pedaços de concreto, o que é perigoso. É importante a manutenção dos viadutos para manter a cidade organizada, até por que Salvador é uma cidade turística”, salientou.
Já no viaduto da Avenida Contorno, a situação é ainda pior. Casas foram construídas embaixo da estrutura deixando os moradores em alerta. “Esse viaduto é uma tragédia anunciada. Desde 1975 quando foi inaugurado não recebeu nenhuma manutenção. Pedaços de concretos despencam direto aqui embaixo quando os carros passam.  As casas são construídas bem na parte de baixo do viaduto e quando cair um pedaço grande, vai levar um monte de casas”, disse a dona de casa Estela Santos.

Segundo o diretor regional do Sinaenco, Carlos Stagliorio, o estudo avaliou 20 viadutos da cidade e todos necessitam de obras de reparo. "Qualquer obra precisa de continuidade com a manutenção dos equipamentos. A gente tem encontrado muita deterioração, parte do concreto caindo, ferragem aparecendo, corrosão. Vale salientar que Salvador é uma cidade praiana e tem problemas maiores de salinidade o que tem levado a uma deterioração maior em relação as cidades que estão localizadas mais pro interior”, explicou o diretor que ainda fez um alerta sobre acidentes ocorridos em outras cidades do país. “Já tivemos acidentes sérios em Brasília, Rio de janeiro, São Paulo. O que a gente quer com esse estudo é alertar os responsáveis por esses equipamentos dos problemas para que eles sejam solucionados”, disse.

Em dezembro de 2016, o pescador Cláudio de Oliveira Santos, de 54 anos, morreu após parte  do concreto do viaduto que dá acesso à Avenida Contorno, no Campo Grande, cair sobre a cabeça dele. A vítima morreu na hora. As imagens de uma câmera de vigilância divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registraram o momento do ocorrido.

Ainda de acordo com Stagliorio, infiltrações ocasionadas por urina também tem prejudicado as pilastras que sustentam os viadutos, a exemplo do Rômulo Almeida, que liga a Estação da Lapa ao Dique.

O que diz a prefeitura?

A reportagem entrou em contato com a Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop), responsável pelas obras de manutenção dos viadutos que informou que "a Prefeitura do Salvador já deu início ao programa de recuperação de pontes e viadutos da cidade". Segundo a superintendência, "foram selecionados 51 equipamentos para serem restaurados. O primeiro lote inclui 27 equipamentos, cujos projetos ficam prontos até final de junho".

Já o segundo lote, conforme a Sucop, inclui 24 equipamentos. O órgão informou ainda que será aberta a licitação para contratação da empresa que fará os projetos.

Sobre os viadutos citados na reportagem, a Sucop esclareceu queo viaduto da Contorno está no segundo lote das obras, cujo projeto vai ser licitado junto com os outros 23. Em relãção ao Rômulo Almeida, onde a urina está comprometendo a estrutura do equipamento, a superintendência disse que o equipamento está em processo licitatório para realização das obras.
BNews

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