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‘Não tinha ninguém para dar um tiro?’, diz Bolsonaro sobre morador de rua

Por Notícia na Tela
30 de julho de 2019 12:52 Comentários
A Secretaria de Estado de Polícia Militar abriu sindicância para apurar a conduta dos PMs que atenderam à ocorrência em que um morador de rua esfaqueou três pessoas, deixando dois mortos na Lagoa, na zona sul, no último domingo (28). Outras três pessoas que tentavam socorrer as vítimas foram feridas por tiros.

O caso motivou reações do presidente Jair Bolsonaro e do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). "Não tinha ninguém armado para dar um tiro nele? É impressionante", disse nesta segunda-feira (29) o presidente. Já Witzel afirmou que, se fosse policial, teria atirado "na cabeça" do agressor.

Veja um vídeo do ataque:
Era por volta de meio-dia, quando o morador de rua Plácido Correa de Moura, de 44 anos, atacou a facadas o engenheiro João Carvalho Napoli, de 35 anos, que estava em um carro, parado no sinal, acompanhado da namorada, a bióloga Caroline Azevedo Moutinho, de 29 anos, que também foi ferida. Napoli acabou morrendo e Caroline está internada. João era supervisor de projetos na Rede Globo.

O educador físico Marcelo Henrique Correa Reais, de 39 anos, que foi ajudar o casal, também foi atacado a facadas e morto. Quando isso aconteceu, no entanto, já havia policiais militares de três diferentes batalhões no local. Segundo informações da própria corporação, PMs do 23.º BPM (Leblon), do 19.º BPM (Copacabana) e também do BPTur participaram da ação.

Segundo o depoimento à Corregedoria, "houve a utilização do taser (eletrochoque), porém não sendo eficaz para neutralizar a ação do agressor". Depois, o agressor foi "atingido por dois disparos nas pernas". Além dele, foram feridos por tiros a técnica de enfermagem dos Bombeiros Girlane Sena - no joelho -, o médico da corporação Fábio Raia (estilhaços) e um PM - cujo caso não foi detalhado.

Na manhã desta segunda-feira (29), durante o Mais Você, Ana Maria Braga comentou o caso.

“E assim a vida continua nessa segunda-feira e a população cada vez mais se sentindo acuada e com medo. Eu acho que a violência está instaurada em vários locais do país, mas quando a gente olha Rio de Janeiro tão maltratado e tão lindo, dá uma dor no coração”, lamentou a apresentadora.

Já no Encontro, foi a vez de Patrícia Poeta, que apresentou o programa por conta das férias de Fátima Bernardes, prestar as suas homenagens. A jornalista não conteve a emoção e contou que ficou chocada com o caso.

"Foi em um lugar lindo no Rio de Janeiro. Acho que traz uma sensação de insegurança mais do que nunca a todos nós. O João era colega nosso, estava indo almoçar com a avó, com a noiva, ia casar em três semanas", disse ela, em lágrimas.  

"E o professor de educação física que também não voltou pra casa ia almoçar com a mãe. Era um domingo como pra todos nós e interrompeu de forma brutal. Você não consegue almoçar com a mãe, com a avó. Isso choca todos nós", completou, mencionando o personal trainer Marcelo Henrique Corrêa Cisneiros Reis, 39, que também morreu no caso. 

A atriz Ingrid Guimarães, que estava no palco, também lamentou o ocorrido.

"É muito triste você pensar que você vive hoje em um país em que você fica pensando: 'Qual será a nossa vez? Quando chegará nossa hora?' A gente vive em um país onde a gente tem medo de acontecer qualquer coisa a qualquer momento. Vivo hoje na oração, que Deus me proteja e proteja a todos", declarou ela. 

Ataque
Um homem, identificado como Plácido Correa de Moura, 44 anos, que seria um morador em situação de rua, esfaqueou pelo menos três pessoas no fim da manhã desse domingo (28).  Duas pessoas morreram e outras cinco foram feridas durante o ataque de um homem armado com uma faca no bairro do Humaitá, área nobre nas imediações da Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio. 

As duas vítimas fatais foram o engenheiro João Napoli e o personal trainer Marcelo Henrique Corrêa Cisneiros Reis.

Tiros
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi alvo de tiros quando chegava ao local. A cabo enfermeira Girlane Sena foi baleada na perna e o capitão médico Fábio Raia, atingido por estilhaços. Ambos foram levados para o Hospital dos Bombeiros e passam bem.

Uma patrulha do 23º Batalhão da Polícia Militar também foi chamada para a ocorrência. De acordo com informações da PM, os agentes tentaram render o agressor, que permanecia no local do crime. Os policiais relataram que o homem teria se recusado a entregar a faca usada para ferir o casal e foi baleado pelos agentes. O Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas também esteve no local em apoio à ocorrência.

Com exceção da enfermeira e do médico dos Bombeiros, todos os demais feridos foram levados ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Um policial militar de 33 anos também deu entrada no hospital ferido por um tiro.
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