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SUZANE RICHTHOFEN, ELIZE MATSUNAGA E ANNA CAROLINA JATOBÁ SÃO LIBERADAS PARA DIA DAS CRIANÇAS

Por Notícia na Tela
10 de outubro de 2019 20:55 Comentários
Fotos: Ullisses Campbell
Celebridades do mundo do crime, Suzane von Richthofen, Anna Carolina Jatobá e Elize Matsunaga saíram na manhã desta quinta-feira (10) da Penitenciária Feminina de Tremembé para passar o Dia das Crianças com familiares.

A primeira foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais. A segunda cumpre pena de 26 anos pela morte da enteada, Isabela Nardoni.

Já Elize Matsunaga saiu da cadeia pela primeira vez desde que matou e esquartejou o marido e pôs o corpo em uma mala, em 2012.

As três detentas precisam voltar para o cárcere na quarta-feira (16).

Vestida de branco e bastante maquiada, Elize Matsunaga demonstrou tranquilidade diante dos fotógrafos na entrada do presídio e seguiu para uma cidade chamada Chopinzinho, no interior do Paraná.

Ao entrar num carro de luxo, ela foi aplaudida por outras presas e ovacionada com gritos de “linda” e “vá viver a vida que você merece”.
Vestida com casaco de frio, Suzane von Richthofen saiu correndo para escapar das lentes de fotógrafos e cinegrafistas. Anna Carolina Jatobá foi ajudada por uma colega de cela, que cobriu o seu rosto com uma sacola de compras.

De Tremembé, Richthofen seguiu às pressas para Angatuba, onde vive seu noivo, Rogério Olberg. Jatobá pegou um carro e seguiu para São Paulo. Ela vai passar o feriado com os dois filhos adolescentes.

Em Tremembé, os presos do regime semiaberto têm direito a ficar fora da cadeia 35 dias por ano em datas especiais, como Natal, Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, dos Pais e das Crianças. Ontem, só da Penitenciária Feminina I de Tremembé Santa Maria Eufrásia Pelletier — onde estão Richthofen e Jatobá — 55 presas deixaram a cadeia.
Durante a saída temporária, as detentas não podem sair do município domicílio declarado por elas à Justiça. No caso de Richthofen, o limite é a cidade de Angatuba.

Já a madrasta de Izabela Nardoni pode circular somente por São Paulo. No entanto, ambas evitam sair de casa com medo de serem hostilizadas na rua, conforme declararam ao Ministério Público.

Durante a liberdade provisória, as criminosas não podem ficar na rua entre as 20 horas e as 6 horas nem consumir bebida alcoólica, sob pena de regressar ao regime fechado.

Richthofen tem direito às chamadas "saidinhas" desde 2014. Em 2016, ela teve o benefício suspenso porque mentiu à Justiça ao declarar o endereço do noivo. No final do ano passado, foi punida novamente ao comparecer a uma festa de casamento de uma colega de cela, na cidade de Taubaté. Ela jura que comeu só um pedaço de bolo com refrigerante nessa festa e que foi parar lá porque o pneu do carro do noivo estourou na estrada.
“Era um pneu rebaixado, difícil de encontrar”, justificou à Justiça. Mesmo assim, a detenta perdeu a oportunidade de sair por duas vezes no início do ano.

Há dois anos Suzane von Richthofen pleiteia migrar do regime semiaberto para o aberto, onde passaria a cumprir o resto da pena em liberdade. Mas a Justiça lhe nega o benefício sob argumento de que os testes de avaliação psicológica apresentaram resultados desfavoráveis. O último exame, feito no ano passado, assegura que ela é “manipuladora, narcisista, dissimulada e tem agressividade camuflada”. Um novo teste está agendado para 2020.
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