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Bolsonaro exonera Gustavo Canuto e nomeia Rogério Marinho como ministro do Desenvolvimento Regional

Por Notícia na Tela
6 de fevereiro de 2020 21:22 Comentários
Fernando Gomes / Agencia RBS
As mudanças foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta quarta. Bolsonaro também compartilhou em sua página no Facebook a informação.

O secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Previdência, Bruno Bianco, assumirá o comando da pasta. 

Segundo aliados do presidente, o movimento pode dar início a uma reforma ministerial. A saída de Onyx Lorenzoni da Casa Civil ainda estaria sendo analisada. O Planalto estaria a a procura um substituto para o cargo diante da negativa de Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral, em assumir o posto.

Pelo desenho que vem sendo feito pelo presidente, Onyx pode ir para a Cidadania, hoje ocupada por Osmar Terra, seu aliado. O futuro de Terra ainda é incerto, mas uma possibilidade é de que ele reassuma o mandato de deputado na Câmara.

Como Bolsonaro não é afeito a grandes mudanças de uma só vez, as próximas substituições devem ser feitas lentamente.

Canuto assumirá a presidência do Dataprev, uma empresa pública vinculada ao Ministério da Economia. A decisão foi tomada em reunião no Palácio do Planalto na tarde desta quinta, da qual participaram o ministro da Economia Paulo Guedes e Marinho.

O agora ex-ministro já estava desgastado no governo desde maio do ano passado. Ele esteva perto de perder o cargo quando o Legislativo negociou com a Casa Civil mudanças na estrutura do governo, para que fossem recriadas as pastas das Cidades e da Integração Nacional. Na época, a ideia era entregar o comando das duas estruturas para partidos políticos.

Para Bolsonaro, ele não vinha coordenado com eficiência programas como o Minha Casa, Minha Vida. O presidente, no entanto, cogitava entregar a estrutura ao Republicanos ou ao PP, na tentativa de consolidar a base do governo no Congresso. Com a disputa dos partidos pelo cargo, no entanto, Bolsonaro recuou.

Em meio a críticas, a ideia foi abandonada, mas a insatisfação com Canuto persistiu. A avaliação tanto do Planalto quanto do Congresso é a de que o cargo é eminentemente político e, por isso, precisa ser ocupado por alguém que saiba desempenhar essa função -o que não é o caso hoje.
GAÚCHAZH
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