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Hospitais promovem visitas virtuais para pacientes em UTI’s

Por Notícia na Tela
23 de maio de 2020 18:43 Comentários
Créditos: Jornal Correio
Com a grande disseminação do coronavírus (COVID-19) no Brasil, hospitais proibiram as visitas presenciais aos familiares de pacientes internados em suas dependências e UTIs na forma de combater a contaminação dentro da área hospitalar. Alguns centros de saúde, no entanto, estão promovendo “visitas virtuais” através de celulares e tablets durante essa pandemia.

Em Salvador, nossa equipe de reportagem entrou em contato com alguns hospitais para saber se estão adotando esse formato tecnológico com os seus pacientes. No Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), o maior do Estado, todos os pacientes internados estão tendo contatos com seus familiares por meio de vídeo chamadas, pois foi visto a necessidade de confortá-los em um momento tão difícil.

Para Marina Brito, psicóloga do HGRS, a técnica é uma grande aliada para que haja a melhora destas pessoas que se encontram afastadas de suas famílias. “Tem sido experiências muito gratificantes que nós estamos podendo ver uma felicidade imensa dos familiares de poderem ver seus entes queridos que estão ali hospitalizados, assim como a gente vê a felicidade dos pacientes que se sentem um pouco mais acolhidos”, afirma a psicóloga.

Um exemplo disso é o caso da paciente Ana Maria, que estava em coma no hospital, não respondia aos estímulos de comunicação e acordou ao ouvir sua filha, Maria Isabel, lhe chamando pela visita virtual feita. “Foi um momento crucial para a recuperação dela, que logo depois foi para enfermaria e hoje já se encontra em casa, foi lindo”, relatou Marina.

Outro hospital na capital baiana a desenvolver essa técnica é o Espanhol, reaberto pelo Governo do Estado especialmente para tratar de casos de pacientes com a COVID-19. As chamadas de vídeo são realizadas no hospital pelos 80 tablets disponíveis na unidade.

Os hospitais Manoel Victorino e Alayde Costa, ligados ao Estado, também estão usando dessa plataforma virtual nos horários das visitas presenciais, através de telefones celulares. “Todo processo é feito com muito carinho porque sabemos da importância de manter o vínculo afetivo do paciente com seus familiares, mesmo de forma virtual, isso pode contribuir positivamente para restabelecer a saúde deles”, afirma a psicóloga Juliana Trindade, do hospital Alayde Costa.

Por outro lado, a rede Hapvida, maior operadora de saúde do Nordeste e dona de três hospitais na Bahia, não está realizando visitas virtuais e nem presenciais, apenas emitindo boletins diários sobre o estado dos pacientes internados com COVID-19, como informa um profissional de empresa quis não quis se identificar, deixando assim familiares aflitos sem poder ter o devido acesso e acusando o grupo privado de descaso.

Outros centros da capital baiana como o Instituto Couto Maia, referência em infectologia e vinculado à Secretaria Estadual de Saúde, e os hospitais privados Aliança e Português, não quiseram se pronunciar sobre o assunto, além do Hospital Regional Costa do Cacau em Ilhéus, onde não conseguimos contato.
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