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Loja Ricardo Eletro fecha em Gandu

Por Notícia na Tela
30 de julho de 2020 13:25 Comentários
Diversas lojas da Ricardo Eletro localizadas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste estão suspendendo às atividades de maneira decisiva. Em Gandu, nesta quinta-feira (30), a loja fechou definitivamente.

Serão ao menos 200 lojas desativadas nos próximos meses. Só em agosto mais de 100 unidades terão suas portas fechadas.

Nas redes sociais, trabalhadores desligados nos últimos meses reclamam que a companhia não tem cumprido com o prazo dos pagamentos rescisórios. A situação é de apreensão na empresa.

Com mais de 70% de sua receita corroída devido às medidas de distanciamento social adotadas para conter a disseminação do novo coronavírus, a Ricardo Eletro se prepara para entrar com um pedido de recuperação judicial no valor de 3 bilhões de reais na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, no Foro Central Cível de São Paulo. Ainda se discute com advogados, no entanto, quem serão os principais credores, que irão fomentar o capital de giro de curto prazo após o pedido. Uma das consternações da Ricardo Eletro hoje é a dificuldade de ter acesso a crédito junto a bancos. Tamanho entrevero com instituições financeiras pode ser explicado pelo fato de a empresa ser acusada de sonegação de cerca de 400 milhões de reais à Receita Federal ao longo da última década.

A empresa encontra-se atualmente em recuperação extrajudicial, homologada pela Justiça em 2019. Na época, as dívidas eram estimadas em 2,5 bilhões de reais com fornecedores e bancos. O pedido foi feito após a empresa receber um aporte de 250 milhões de reais do fundo de private-equity Starboard, que está reestruturando a firma. A tendência, portanto, é que a grande capilaridade da rede, com lojas em 17 estados, seja aos poucos concentrada no e-commerce, canal de vendas que se sobressaiu nos últimos meses. Nos bastidores, fala-se que a crise da varejista se aflorou em janeiro, quando a empresa não conseguiu repor seus estoques devido à escassez de produtos provenientes da China. Ao que tudo indica, a péssima repercussão da recente apreensão do empresário Ricardo Nunes, fundador da rede, não será o único problema a ser administrado pela companhia nos próximos meses.

Ao admitir o fechamento de lojas e a demissão de centenas de funcionários, a empresa apresenta uma contra-proposta para segurar seus maiores talentos. A aposta da varejista é que parte de seus funcionários seja mantida por meio do trabalho em regime de home office — em vez de itens físicos, o vendedor entraria em contato com sua carteira de consumidores para ofertar objetos à venda no e-commerce.
 Repórter Bahia
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