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Natação paraolímpica: os desafios e a transformação na vida dos atletas

Por Notícia na Tela
14 de agosto de 2020 20:53 Comentários

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Resiliência. Essa é a palavra que melhor define a trajetória de diversos atletas paraolímpicos. Tiveram que enfrentar preconceitos e driblar as limitações provocada pela deficiência para se tornar competidores em diversas modalidades. A natação paraolímpica surgiu como uma forma de terapia, tendo como objetivo proporcionar facilidade de movimentação, bem-estar, baixo impacto articular e possibilidade de trabalhar com grandes grupos musculares ao mesmo tempo. Essas propriedades são proporcionadas pelo exercício na água. Em 1960 na primeira Paraolimpíada de Roma foi inclusa, dentre outras modalidades, a natação como parte das competições.

Atleta da Paraolimpíada, Nathália Torezani sofreu um acidente, em 2001, após ter um desmaio e cair de uma tirolesa, em decorrência da queda na taxa de glicose. Um ano após o acidente foi diagnosticada com diabetes. Neste trágico acidente Nathália ficou paraplégica e, em 03 de março 2017 iniciou a natação, e aproximadamente três semanas depois já estava fazendo parte do grupo de alto rendimento.
Foto: Danny Mel

“Eu sempre gostei de nadar, desde antes do meu acidente, mas nunca tinha passado pela minha cabeça ser atleta. Só que, em janeiro de 2017, a minha mãe faleceu, e foi uma perda muito grande para mim. Então, a minha irmã me sugeriu fazer algo que me ajudasse a lidar melhor com isso, e ela mesma encontrou a ACPD Esportes, que é o projeto pelo qual nado”, disse Nathália.

No início, a nadadora enfrentou muitas dificuldades na adaptação do corpo ao esporte, mesmo não sendo sedentária, a atleta sentiu dificuldades para se adaptar aos treinos por ser muito desgastante, principalmente quando deixou de treinar três vezes na semana e passou a se dedicar integralmente com a equipe principal. Além do esforço físico, Nathália também enfrentava sérios problemas por decorrência da diabetes, pois tinha muitas alterações da taxa de glicose durante os treinos.

Em 2006 passou a fazer uso de bomba de insulina e só em novembro de 2019 conseguiu através do Sistema Único de Saúde (SUS) uma bomba de insulina a prova d´água. “Eu amo competir, mas meu maior desafio é competir! Isso porque eu fico extremamente nervosa (embora faça um trabalho específico para isso), e a minha taxa de glicose costuma subir muito. Então, já houve ocasiões em que caí na piscina com minha taxa acima de 300, o que é extremamente alto. ”

Atualmente Nathália participa das principias competições de sua modalidade, que são as três edições do campeonato brasileiro, além de competir também no Regional Rio/Sul (que envolve os estados da Região Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo).
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