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Representantes da classe musical de SAJ contestam medidas restritivas impostas pelo governo estadual

Por Notícia na Tela
7 de dezembro de 2020 15:33 Comentários

Santo Antônio  de Jesus lançou uma mobilização em prol da categoria que  está com as atividades paralisadas desde março em decorrência da pandemia da Covid-19. Fazem parte do movimento, músicos, cantores, produtores de eventos e  donos de estabelecimentos de entretenimento. 

Os artistas Rony Lima, Mara Ribeiro, DJ Andersinho e DJ Ferrari, estiveram no programa Falando Alto da Rádio Clube FM 92.7, nesta segunda-feira,(07). Durante a entrevista que foi conduzida pelo âncora, Lélis Fernandes, os representantes mostraram-se contrários as medidas restritivas impostas sobretudo pelo governo  estadual que proibiu a realização de festas e shows independentemente do número de participantes. . 

Para o DJ Ferrari, a classe foi uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19. “Muitos colegas trabalham a noite para comprar o alimento no dia seguinte, são famílias que muita das vezes dependem exclusivamente da renda desses profissionais” disse. 

Já o DJ Andersinho lembrou a cadeia econômica que depende da classe musical. “Muitas pessoas dependem da música para viver, o vendedor de ingressos, a garçonete, o pessoal do som, da iluminação, infelizmente algumas pessoas não fazem ideia da quantidade de recursos que injetamos na economia" pontuou. 

A cantora Mara Ribeiro ressaltou que a classe foi uma das primeiras a parar e devem ser os últimos a voltar. “Tive a Covid-19 e sei perfeitamente da sua letalidade, fomos os primeiros a parar e seremos os últimos a voltar, mas voltar quando? Pensávamos que agora voltaríamos a ganhar o nosso pão de forma digna, aí o nosso governador vai lá e decreta que não pode ter aglomerações,  uma verdadeira contradição, porque tudo está funcionando normalmente, o comércio, os shoppings, as igrejas, academias, bares, enfim, tudo, menos a classe musical que  segue sem trabalhar e com as  coisas  bem complicadas” disse.

Já o artista Rony Lima lembrou das aglomerações no período eleitoral. “ É óbvio que o governador sabia das manifestações políticas que estavam acontecendo no interior do estado e nada foi feito, porque ele não lançou esse decreto antes?” finalizou. 
Redigido por Felipe Pereira / Clube FM 92 .7
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