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Conta de luz deve continuar subindo até 2023, alerta empresário

Por Notícia na Tela
20 de junho de 2021 20:11 Comentários
Enfrentando uma crise energética, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu implementar a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com custo de R$6,243 para cada 100kWh consumidos, e novos aumentos estão previstos, podendo chegar a R$ 7,57 a cada 100kWh. Para Pedro Rio, empresário e CEO da Clarke Energia, a conta de luz deve continuar subindo.

"O ano de 2022 já está comprometido pela seca de 2021 e a gente já começa a ouvir falar nos primeiros meses de 2023 com energia alta. Isso vai ser visível no rejuste anual, que na Coelba acontece dia 22 de abril, então a gente ainda vai ver um aumento de mais 10% ou 15%", disse nesta quinta-feira, 17, em entrevista ao programa 'Isso é Bahia', da rádio A TARDE FM.

"Brasil está muito atrasado, a conta de luz aqui sobe todo ano e essa não é a tendencia do setor elétrico no mundo. No mundo a energia só fica mais barata e aqui só fica mais cara", conta. Para ele, uma forma de diminuir os preços e se igualar ao resto do mundo seria democratizar o acesso ao chamado Mercado Livre de Energia.

O Mercado Livre de Energia funciona como um ambiente de negócios no qual empresas geradoras, comercializadoras e consumidoras podem negociar livremente o fornecimento de energia elétrica, em conformidade com a Regulamentação do setor. Esse tipo de negociação, entretanto, só está disponível para grandes consumidores, como empresas e industrias.

"Hoje é limitado a empresários, restaurantes, condomínios, fábricas, mas a gente tem brigado para que esse piso desça e a gente consiga chegar em quem paga contas de R$ 1 mil, R$ 100, e até liberar como um todo", diz o empresário.

Os consumidores deste mercado podem ter opção de usar os derivativos de compra futura, opções de compra, funcionando como um produto do mercado financeiro, ou ainda, obter contratos de compra de energia com descontos garantidos em relação à tarifa regulada.

O contrato pode prever um consumo flexível (por exemplo, 10% acima ou abaixo do total contratado), reduzindo o risco de déficits ou de superávits. As margens de flexibilidade podem ser precificadas pelos vendedores.

Outro ponto levantado por Pedro é que o Brasil deve evitar a dependência de apenas um tipo de geração de energia. "O que protege a gente de preço, do ponto de vista de matriz energética, é ter uma diversidade. Quando mais de 50% da matriz de um país é de uma fonte só, isso é um grande risco e é o que está fazendo a gente viver o que vive hoje", disse.

"Não está chovendo e por isso a gente tem que aumentar o preço", completou. De acordo com dados da Aneel, no Brasil, a principal fonte de geração é a hidrelétrica (água corrente dos rios), que responde por 62% da capacidade instalada em operação no país, seguida das termelétricas (gás natural, carvão mineral, combustíveis fósseis, biomassa e nuclear), com 28%. O restante é proveniente de usinas eólica e importação da energia de outros países.
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