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BOLSONARO PÔS A CARA NO FOGO POR EX-MINISTRO, PELO FILHO ZERO 4, NÃO

Por Notícia na Tela
18 de abril de 2022 10:39 Comentários
Pelo então ministro da Educação, Milton Ribeiro, Bolsonaro disse que poria “a cara no fogo”. Pelo seu filho Jair Renan Bolsonaro, o Zero 4, ele não disse se poria. Pede a Deus que o proteja.

Jair Renan é alvo de inquérito do Ministério Público Federal sob a suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Na semana passada, prestou depoimento à Polícia Federal.

Sobre o filho, Bolsonaro comentou:
“O moleque tem 24 anos agora, acho que ninguém [aqui] conhece ele, vive com a mãe, há muito tempo está longe de mim, mas recebo ele de vez em quando aqui. Tem a vida dele, não sei se está certo ou se está errado, mas peço a Deus que o proteja”.

Não sabe dizer se “o moleque”, maior de idade, criado pela mãe Ana Cristina do Valle, e há “muito tempo” longe dele, fez ou não coisa errada. Se fez, o pai nada teve a ver. Que Deus e a mãe o protejam.
Sobre Milton Ribeiro, Bolsonaro afirmou em 24 de março último depois de estourar o escândalo dos pastores evangélicos que cobravam propina para liberar recursos da Educação:

“O Milton, eu boto minha cara no fogo por ele. Estão fazendo uma covardia. A Polícia Federal, ontem, eu pedi para abrir o procedimento para investigar o caso também. Tem gente que fica buzinando: ‘Manda o Milton embora que a gente tem alguém pra indicar aqui’. Duvido botar para o público o nome, não faz isso porque se der errado a culpa é minha”.

“A Controladoria Geral da União recebeu, em agosto, documentos enviados pelo ministro Milton, relativos a duas denúncias sobre possíveis irregularidades do ministério. A CGU investigou o caso por seis meses e chegou a conclusão que não tinha a participação de nenhum servidor público. […] Por que não tem corrupção no governo? Porque a gente age dessa maneira”.

Bolsonaro forçou o ministro a pedir demissão. Alguma cabeça teria de rolar porque o escândalo só faz crescer. Não seria a dele, naturalmente. Mas dá para entender porque defendeu Ribeiro.

Foi ele, Bolsonaro, quem pediu a Ribeiro para que os dois pastores evangélicos tivessem acesso especial às verbas da Educação. Ribeiro obedeceu à ordem e está sendo investigado.

O ex-ministro é um pote até aqui de mágoa, mas tem evitado revelar o que sabe. Bolsonaro teme que Ribeiro acabe seguindo o exemplo do seu antecessor no cargo, Abraham Weintraub.


À CNN Brasil, Weintraub contou que quando era ministro recebeu ordem direta de Bolsonaro para dar ao Centrão o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O orçamento do Fundo para este ano é de R$ 40 bilhões. O FNDE está no epicentro da roubalheira que emerge pouco a pouco dos porões do Ministério da Educação. Weintraub com a palavra:
“Meu chefe, [Bolsonaro] falou: Você vai ter que entregar o FNDE para o Centrão’. Falei: ‘Presidente, não faça isso’. Ele justificou: ‘Preciso’”.

“Fiquei adiando o máximo que podia. Subi as regras de governança do processo decisório do FNDE. Tentei fazer um board para um FNDE que não se reportasse só ao ministro da Educação, se reportasse também ao da Economia e da Casa Civil que era o Braga Netto. Mas o Braga Netto não quis.”

“Aí chegou o general Ramos [Luiz Eduardo, secretário-geral da Presidência], que começou com essa estratégia, que considero muito equivocada, de colocar o Centrão para dentro do governo. Ele (Ramos) começou a trazer essa turma para dentro, convenceu o presidente e a partir daí os conservadores foram expulsos”.

Weintraub lançou-se candidato ao governo de São Paulo. É por isso que começou a revelar parte do que esconde. Ele, Bolsonaro, Ribeiro, Ramos, o Centrão e os pastores são boa gente. 
Metrópoles
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