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Exército compra equipamento para extrair arquivos de celulares

Por Notícia na Tela
3 de agosto de 2022 15:36 Comentários

Paulo Sérgio: Foto: Divulgação
O Exército Brasileiro adquiriu, há menos de um ano, um equipamento que permite extrair dados de celulares, mesmo bloqueados, inclusive acessando o armazenamento em nuvem e registros publicados em redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram.

É a primeira vez que o Comando de Defesa Cibernética do Exército adquire essa ferramenta que permite a extração de dados de telefones celulares, de sistemas de nuvem dos aparelhos e de registros públicos armazenados em redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram.

A contratação ocorreu no final de 2021, quando o atual Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, ainda ocupava o Comando do Exército. Não houve licitação e a corporação não respondeu aos pedidos de justificativa das razões da compra encaminhados pelo jornal Folha de São Paulo. Também não foi detalhado quais celulares seriam acessados e nem a base legal para o uso do equipamento.

A ferramenta é normalmente utilizada por polícias civis, Polícia Federal, Instituto Nacional de Criminalística e Ministério Público como forma de acessar dados de telefones celulares apreendidos mediante autorização da justiça.

O General Heber Garcia Portella, que responde pelo Comando de Defesa Cibernética, é o militar designado pelo Ministério da Defesa - ainda na gestão do general da reserva Walter Braga Netto - para a comissão de transparência das eleições montada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Braga Netto será o vice de Bolsonaro na chapa que tentará a reeleição. Portella passou a questionar a lisura das urnas eletrônicas, alinhando seu discurso ao do presidente Jair Bolsonaro (PL), que vem levantando suspeitas infundadas com relação ao sistema eleitoral brasileiro.

"A justificativa para a aquisição de uma solução para perícia em dispositivos móveis é o histórico de demandas apresentadas ao ComDCiber (Comando de Defesa Cibernética) nos últimos três anos", afirma Portella em um dos documentos elaborados para a contratação. Dos três anos citados, dois e meio se referem ao governo Bolsonaro.
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