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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

IBGE: Bahia amarga o segundo pior salário do Brasil


  • A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na última sexta-feira (20), aponta a Bahia ocupando posição dramática em um ranking negativo: o estado tem o segundo rendimento médio mais baixo do Brasil. Os dados do estudo indicam que os baianos recebem habitualmente R$ 2.284 por mês. 

    O cenário pode ser explicado, de acordo com Mariana Viveiros, supervisora de Disseminação de Informações do IBGE, pelo aumento da informalidade na Bahia, que voltou a atingir pico recorde depois de dois anos de queda. Entre 2024 e 2025, a cada 10 pessoas que começaram a trabalhar, 8 atuavam na informalidade, sem carteira assinada ou registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

    A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios anterior, com números e informações levantados de 2024 a 2025, mostrou que a Bahia tinha o terceiro menor valor. Agora, foi ultrapassada pelo Ceará (R$ 2.394) e ficou atrás apenas do Maranhão (R$ 2.228), que tem o pior o salário do Brasil. 

    Ainda segundo Mariana Viveiros, o alto números de pessoas na informalidade possibilita o surgimento de vagas com menores remunerações, alta rotatividade e sem exigência de grande especialização. E em relação à qualificação profissional, outro dado chama a atenção: somente 18% das pessoas ocupadas no território baiano têm ensino superior completo.

    Para Edval Landulfo, economista e presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), a baixa renda causa o o baixo poder de compra e afeta a vida dos trabalhadores. 


    “Esse cenário reflete diretamente na qualidade de vida da população e gera um efeito cascata que vai perpetuar a desigualdade e limitar o desenvolvimento econômico. Não podemos ficar apenas preocupados com o crescimento econômico”, defende. “A disparidade da renda na Bahia é um dos maiores desafios, com uma forte desigualdade racial e de gênero. Principalmente as mulheres negras na Bahia enfrentam as maiores dificuldades no mercado de trabalho, com salários ainda menores do que a média que já é baixa no estado", disse. 
    Em 2025, a quantidade de pessoas trabalhando cresceu em sete das 10 atividades econômicas. As áreas de informação e comunicação e administração pública (+85 mil) puxaram os aumentos. 

    O segmento de outros serviços apresentou maior crescimento percentual, já que de 2024 a 2025 apresentou um aumento de 21,8%, o que representa mais de 61 mil pessoas, alcançando 341 mil trabalhadores no estado.

    Salvador

    A capital baiana apresentou avanços importantes no mercado de trabalho em 2025, mas ainda convive com desafios estruturais quando comparada a outras capitais do país. Em 2025, Salvador registrou taxa de desocupação de 8,9%, a menor desde o início da série histórica, em 2012. Apesar da melhora, o índice ainda colocou a capital baiana na 5ª posição entre as maiores taxas de desemprego do país. A cidade deixou de liderar o ranking negativo, posição ocupada em 2024, quando tinha 13,0%, mas ainda ficou atrás de capitais como São Luís, Manaus, Belém e Teresina.

    Mesmo com a queda no desemprego, Salvador ainda apresenta indicadores mais frágeis que a média nacional. Enquanto o Brasil registrou taxa de desocupação de 5,6% em 2025, a capital baiana permaneceu bem acima desse nível. No âmbito estadual, no 4º trimestre de 2025, a taxa de desocupação na Bahia apresentou uma terceira queda consecutiva, indo a 8,0% (havia sido de 8,5% no 3º trimestre). Dessa forma, quebrou o recorde anterior e se tornou a mais baixa nos 14 anos de série histórica da PNADC (incluindo 2012, quando a pesquisa começou a ser realizada).

    Dados da Pnad Contínua revelam que baianos recebem apenas R$ 2.284 mensais, refletindo a crise econômica no estado

    Por, BNEWS
    NOTÍCIA NA TELA www.noticianatela.com.br